segunda-feira, julho 17, 2006

OPINO...NÃO DISCRIMINO!


Eu penso
que amar
do amor
total não
tem sexo...
não discrimino respeito.

Mais pondero
e creio que o
amor homossexual
entre duas mulheres
é muito mais leve
aos olhos de que
vê mais puro do
que o dos homens...
pesado e imoral.

O amor do velcro
da malícia
da pureza
sem a testosterona
pesada a tona...
sem o sapato
do menino.

O amor masculino
do macho não
faz parte da minha
idéia do meu conceito...
não discrimino respeito.

Mais é feio sem
natureza imperfeito
inatural, irreal.

Prefiro o amor
feminino... p`ra mim
mais lindo limpo...
sem o sapato do menino.

(EDUARDO BARROS)

ENCONTRO SEM NOME


No bar entrei
um drink olhei,
a vi deu mole...
dançou.

Dancei na pista
com ela que bela,
abraços amassos
o beijo...

Saimos no carro
de fogo ardente
nos amamos ali
no banco...
o amor,
fazer amor...

A levo de volta
p`ra casa, a deixo
do tchau!
me vou...

(EDUARDO BARROS)

domingo, julho 16, 2006

TRES VERSOS


Dois novelos
duas linhas
que se juntam
que se formam
num desenho
de uma flor.


Dois rabiscos
dois riscos
na parede
daquela rua
que transforma
o sujo do
piche na
beleza da cor.



Dois lugares
dois amores
no jardim no
chafariz que
se deitam no
gramado que
fazem amor.

(EDUARDO BARROS)

SONO DE PRAIA


Na areia da praia
sentado só olhando
para o alto...
era noite um marinho
brilhante o céu estrelado
luzes brancas
ao longe satélites.

Da areia contemplo o mar...
as ondas batem forte
só vejo espuma
cor clara e azul.

Me deito, sonolento
e durmo... ao sol matinal
no meu rosto eu acordo,
e gaivotas pairam sobre mim.
Não era um sonho...

era real!

(EDUARDO BARROS)

FINAL DE FESTA


Da porta aos beijos
te puxo pelos braços
estamos chegando
da dança,
das luzes do som,
da magia.

A porta se fecha
nossas mãos
enlouquecidas se
desdobram, se dobram
e despem.

A camisa rasgada meu
peito peludo nos teus seios...
bicos alvos, excitados
muito suor... e eu te deito
sobre a mesa.

Roupas ao chão corpos
nus gemidos e gritos...
ela se entrega por inteira.

O jogo das línguas a troca
de pernas o cinzeiro que cai...
o forte aperto o gozo se faz.
E desmaiados cansados...

caimos ao chão
respiração ofegante.

Olhos nos olhos
dela e ela dorme caída,
serena em sono a
espera que eu a
leve pra cama.

(EDUARDO BARROS)

ESPÍRITO MESSIÂNICO


Naquela esquina eu paro
olho para o lado
e vejo o templo
e me contemplo.

Enormes degraus de pedra
branca eu subo...
parado a grande porta
eu paro ao fundo
o altar vazio e lindo.

Ao lado um grande vaso
e um lindo visual chego
perto e observo...
Ikebana um arranjo
floral do Japão.


Muitas cadeiras, tantas
pessoas fico olhando
e a moça me chama...
me chego até ela e
sento a sua frente.

A reverência por
um instante e suas
mãos sobre a minha
cabeça, os dois calados
eu me penso... é reza?
é passe?

Ao terminar novamente
a reverência...
afinal, estou num templo
japonês e tudo é silêncio
e eu me retiro.

Daquela calçada eu
olho p`ra cima de novo
aquele templo me viro...
e vou.

(EDUARDO BARROS)

sexta-feira, julho 14, 2006

VIDA PODRE DA ESQUINA


A lanterna ilumina
os passos de quem
anda no caminho
da maldade.

Chama e luz que alivia
os maltratados e
sujos das esquinas...
os podres e
as prostitudas enfeitadas
como uma árvore seca.

Chão lamacento e
podre onde ratos e
ratazanas sexuais
se fazem, se drogam a
escuridão promíscua do sexo.

Doentes sem mente
que chafurdam como porcos
no chiqueiro da
vida mundana.
A vida... insana.

(EDUARDO BARROS)

MEDO DA NOITE


Folhas nos galhos secos e
descascados larvas e ninhos vazios...
fungos humidecidos o tempo.
Paisagem hostil o nevoeiro baixo na mata...

o "FOG" se torna feroz e nada se vê.
A terra solta ao vento rolos de raízes

empurradas pelo vento forte...
a chuva fraca e o som dos
sapos grilos e morcegos...
é só o que se ouve.
Meus passos no caminho molhado...

pegadas fortes e profundas no chão...
eu retorno a casa de onde saí...
no meio do mato distante.
Eu corro de volta é o medo.

(EDUARDO BARROS)

APÓS O BANHO NUA


Após o banho,
nua ainda,
o corpo úmido
ao meu encontro,
visão, relembro,
cálido êxtase,
os seios entrevistos
no decote frouxo,
agora,
nua,
toalha molhada,
ressurge molhada,
fremindo,
suave embalo,
avidez de língua
e mãos,
nua,
vens,
perfume,
sulcos na pele,
ansiada espera,
curvas,
a entrega ao meu olhar,
bocas,
rosa túmida,
pétala,
sucção,
espuma,
resplandeces para mim,
nua,
após o banho.

(EDUARDO BARROS)

quinta-feira, julho 13, 2006

BIOGRAFIA ESTUDANTIL


Aos sete anos comecei...
na escola eu entrava minha
primeira turma que bagunça!
Uma mesa comprida um banco longo...
minha professora na porta gritava e nada.

Aos doze anos completo o admissão
rumo ao ginásio eu iria... quem diria!
Nada de repeteco...
minha sexta turma que bagunça!

Carteiras limpas e envernizadas p`ra dois...
eu e a Cris.

Aos quinze anos termino o ginásio...
foi difícil mais consegui!
sem repeteco...
com cola, hora bolas...
carteiras individuais com gaveta
minhas coisas guardadas.

Aos dezoito anos
cientificamente falando,
passo direto estudioso sem repeteco...
sem cola...
estou fora!
a carteira uma cadeira
lugar p`ra escrever e só.

Aos vinte e dois anos me formo
graduado e trabalhando sem repeteco...
sou professor...
sou biólogo e tudo termina nas
mãos de uma caneta um papel e feliz!
Caramba!
Desempregado.
Me sinto bem

deixo o tempo passar...
e não penso no passado,
vivo o presente
esperando o futuro.

Que vontade de rir.

(EDUARDO BARROS)

O LADO PODRE DO CIRCO DO ASFALTO


Vi os meninos descalsos
cabelos grandes e sujos
de short e sem camisa e
algumas bolinhas na mão.

A frente do pára-brisa crianças...
palhaços e malabaristas
tinha até um menino
contorcionista.

Onde estão os nossos circos?
A minha frente naquele asfalto de lona...
e eu até que relembrava
da minha infância.

Não essa infância do sinal de trânsito...
podre, vil patético e maldito.
O circo da esmola da faca no

pescoço do dinheiro dado e do roubado.
As buzinas tocam o sinal esta verde abriu...

meu tempo acabou!

(EDUARDO BARROS)

A SOMBRA DA IDADE


A sombra dos trinta
eu cheguei um dia ainda
jovem relembrava que
eu não parava um só tempo...

tinha medo e me perguntava
quando chegar o tempo do lobo,
do gavião?
Diziam eles...
Como seria?

Enfim cheguei aos quarenta o
medo se transforma em sabedoria
em experiência de vida.
Afinal, cheguei a metade da vida...
Que doce vida!
Agora quase aos cinquenta me

sinto soberano no limite do amor
no ápice da loucura me sinto
um garoto novamente.

Deixei a sombra dos quarenta p`ra trás...
e caminhando com firmeza da vida...
a força da jovialidade aflora como
a sombra da juventude eterna.

(EDUARDO BARROS)

FALTA INSPIRAÇÃO


Hoje estou triste!
Não porque briguei com alguém,
por alguém com meu anjo
loiro ou porque perdi alguém.

Hoje me sinto vazio
meus pensamentos longe...
sem memória...
um pouco angustiado.

Minhas mãos trêmulas não me
deixam colocar as palavras
certas no papel.


Hoje estou triste porque quero
colocar minhas idéias ou
inspirações pra fora...
e ela não chega.

Maldita fase do poeta que
por vezes até por dias...
deixa ele seu legado de leitores
a mercê, para trás...
e acaba maltratado em si mesmo
sem saber, ou poder fazer
o que ele mais faz!
Escrever p`ra vocês.

(EDUARDO BARROS)

quarta-feira, julho 12, 2006

SEXO ROUBADO DE UM SONHO


Chego da noite era festa
balbúrdia e nós ali eu e meu clã
parados falávamos baixo roupas
negras se adequavam ao nosso grupo.

Me deito penso como sempre
naquele caminho de volta p`ra casa escuro,
becos gatos e ratos o passo do sapato salto
alto de preto eu caminhava de volta p`ra casa.

Na esquina à direita na minha rua uma
voz eu me viro calada sem ação ele me
pega e me arrasta sem medo me entrego.

Deitados naquele chão sujo lamacento
ele me arranha e me morde... eu deixo.
Gemido do gozo do sexo tarado do estupro

roubado amor de vermes...
nas escuras dos becos.
Aperto suas costas incontrolável ele

sangra minhas unhas o perfuram e
novamente o gozo se faz...
minhas roupas negras espalhadas ele foje
e me deixa deitada, suja...
p`ra quem sabe outra hora outra
esquina de uma rua ele volte.
O sonho pesadelo que se

passa esperando que amanheça.

(EDUARDO BARROS)

DESCANSO DE MENINO


De férias escolares nós viajávamos...
acordar cedo quanta pressa pra partir.
De rosto colado no vidro da janela daquele

trem ainda de madeira eu olhava para o campo...
gritava, ria quanta alegria.
Naquele lugarejo ao chegar eu

pedia logo pra cavalgar...
aquele moço matudo com os arreios na mão...
me levava por caminhos novos desconhecidos.
O dia passava rápido tomava banho de rio

pescava piá no lago na cozinha eu olhava
as galinhas serem mortas...
achava engraçado e ria.
Aquele cozinheiro puxando o

pescoço da ave com força...
e as jogava no terreno de barro.
Pulavam e saltitavam...
depois paravam e mortas
serviam de alimento pra gente.
No final da tarde quase noite

sentava no banco da praça...
e escutava o moço com a sanfona
cantar aquelas modas do campo.
Cansado, deitado ao colo da minha mãe...

adormecia recuperava forças para o
outro dia de bagunça naquela roça.

(EDUARDO BARROS)

PALAVRAS CORRIDAS


Uso azul, ando blue
blue do céu das estrelas
naquela noite azul marinho...
passa um raio como um flash

na cadente night quente...
brisa, sopro vento norte

ar quente tanta gente...
grande pedra rocha viva

terra podre mata nua...
corre água serra abaixo

bicho medo tudo negro...
sol nascente céu fervente

novo dia tudo blue céu azul
outro dia
corre o dia
outra vez.

(EDUARDO BARROS)

terça-feira, julho 11, 2006

COISA DE POETA METIDO


As vezes eu paro medito, reflito, e me pergunto!
De onde vem tanta inspiração?
Eu escrevo e escrevo, todo dia assuntos

desiguais e todos os dias aparece algo...
minha mente sente a necessidade de tantas letras.
Me envolvo demais pareço possuído, engraçado! Ao terminar um escrito não sei o que escrevi... e retorno leio o que fiz.
Serão coisas de poeta?

ou do Profeta?
Só sei que escrevo muito e muito

a cada dia e da minha
escrita sai a poesia.

(EDUARDO BARROS)

POEMA DARKINIANO


Abro aquele portão
escuro velho
enferrujado...
o barulho da
corrente se faz o
cadeado se solta.

Na penumbra eu
de negro caminho...
o único som no ar
dos morcêgos
guinchando ruídos
e assobios.

A única luz a
das velas a da lua...
denso nevoeiro
sobre as tumbas...
"Fogu Factus"
brilham como
vagalumes.

Eu me sento
sobre a lápide
e converso...
não a ouço pois
ela se foi tão
nova ainda,
tão linda.

Ainda a sinto
por perto e coloco
flores negras sobre
seu último refúgio...
seu leito seu
chão funeral.

(EDUARDO BARROS)

VOCÊS AMIGOS VIRTUAIS



São tantos os amigos virtuais
amigos que me lêem amigos
que me escrevem
amigos que me ligam.

São tantos os amigos virtuais
amigos da retribuição do recado
amigos loucos de pedra e
da razão amigos felizes,
depressivos amigos do coração.



São tantos os amigos virtuais
amigos de outras línguas amigos
de outras terras amigos da
minha terra quantos são?

São tantos os amigos virtuais
amigos que eu respondo amigos
que eu adorno amigos
dos selos do award...
amigos do peito amigos da
vida amigos da despedida.


(EDUARDO BARROS)

segunda-feira, julho 10, 2006

SOLO DA TERRA




Raízes profundas entranhadas na terra solo da vida... vida que dá vida.
Sêres Orgânicos microscópicos.
Larvas se tornam pupas que se
transformam em lagartas que se transformam em borboletas... Metamorfose! Coisas da Vida. Teias, folhas e pequenos gravetos montam o ninho que de seus ovos adormecidos brotarão a vida do Vôo... os pássaros. Raízes profundas solo fértil que da vida, frutos caídos apodrecidos para um novo ciclo na vida do solo fértil... Sêres Orgânicos microscópicos.

(EDUARDO BARROS)

CAMINHADA PARA DEUS


Da angústia
demasiada
eu saio a porta
fora caminhando
por calçadas
desconhecidas
eu pensava...
a dor de não ter o
que se quer ter
colocam coisas
na minha mente.


E ao passar a frente paro e observo

aquele majestoso templo de Deus...
Eu entro olho o altar de longe ainda e me chego...

de joelhos eu rezo.
O silêncio toma conta daquela nave...

as lembranças impuras se afastam rapidamente.
O padre a minha frente me olha, calado...

eu choro emocionado.
De calçada em calçada encontrei o meu

abrigo de tanta tranquilidade...
eu havia entrado na Igreja de Nossa Senhora da Paz!

(EDUARDO BARROS)

CORRER ATÉ ELA


Atravesso o campo verde, o tapete gramado caminhos de flores e ela me espera...
Minha mente voa e loucuras se passam momentâneamente e ela me espera...
Excitado, e feliz eu corro até ela aquele campo ajardinado de recordações do passado de sonhos é longo...
Frondosa, linda eu a vejo e a minha espera linda, soberana ela me espera...
Enfim chego cansado o abraço forte sinto sua energia que passa em meu corpo. Sento e penso nesta bela e grandiosa árvore que plantei um dia.
(EDUARDO BARROS)

sábado, julho 08, 2006

SINTONIA DA SINFONIA


Sinfonia... ou
Sintonia?

Aquela música me enchia os ouvidos.
Quanto glamour tanta beleza.
Maestro, baquetas pratos

e violinos tantos violinos...
a platéia calada nem suspirava o
tilintar de um sino se ouve...
os tambores ensurdecidos
marcavam a sintonia da sinfonia.


(EDUARDO BARROS)

A FANFARRA


Sentado ao meio fio eu aguardo
no final daquela pequena rua...
vejo o brilho do sol naquela manhã
e o som magestoso que me seduz.

Aquela menina que brinca com seus
talabartes que rodopia que pula...
Tanta pureza e beleza.
O som grave das tubas, as cornetas

e flautins me trazem a infância
naquela praça no interior...
naquela rua no fim a praça e a
Igrejinha Padroeira da Cidade.

O povo se aglomera as crianças sassaricam,
riem e se divertem com aquele som que chega...
seus olhos brilham e eles vibram.
Que Fanfarra! Que Farra...
Muitos a tocar parecendo música

de Quartel diz a menina...
É a festa do Soldado que a Banda toca naquela

rua estreira todo os anos...
deixando para lá no tempo,
a saudade de mais um ano de Fanfarra.

Que farra!


(EDUARDO BARROS)

VIDA DE RIO


Na beleza de teu remanso
eu consigo compartilhar das suas corredeiras
o explendor das tuas águas.

Corredeiras, grandes pedras folhas e troncos
se esfregam no seu leito fustigante o som de
suas águas que invadem meus ouvidos como
se fosse uma cantata.

Do seu transparecer eu vejo os peixes
que alí habitam e sassaricam de
um lado a outro.

As folhas caem sobre ti.
Chega o inverno e você se veste de branco...
como se fora uma noiva linda...
esperando a sua primavera,
o verão rebelde que chega logo
após e te derrete em lágrimas.
E novamente no remanso daquele rio...

anos depois ti vejo correr a frente.
A vida...
vida de Rio.


(EDUARDO BARROS)

sexta-feira, julho 07, 2006

CORRER ATÉ ELA


Atravesso o campo verde,
o tapete gramado caminhos
de flores e ela me espera...
Minha mente voa e loucuras se

passam momentâneamente e ela me espera...
Excitado, e feliz eu corro até ela

aquele campo ajardinado de
recordações do passado de sonhos é longo...
Frondosa, linda eu a vejo e a

minha espera linda, soberana ela me espera...
Enfim chego cansado o abraço

forte sinto sua energia que passa em meu corpo.
Sento e penso nesta bela e
grandiosa árvore que plantei um dia.


(EDUARDO BARROS)

DITAS PALAVRAS


Ao vento me fatigo a brisa forte
que rasteia meu rosto minha pele.
Calado, sentado em murmúrio baixinho...

pensamentos flagelados perdidos.
Rumino palavras e imagens e

na minha loucura lúcida...
eu reflito.
E naquela pedra sentado me
entrego aos deuses da solidão.
Eterno sonhador que na timidez ávida

faz com que consiga nesta pedra sentado...
desabafar e ter a minha frente tão
grandiosa imagem a me socorrer.


(EDUARDO BARROS)

SER PAI, SER MÃE



Confesso, sou macho e que nós é que padecemos no paraíso...
Nós homens temos que aguentar

orgasmos múltiplos,
mordidas, arranhões
e baton na camisa...

Nós homens temos que esperar
que elas sangrem todo mês
e ainda exigem que
não nos masturbemos...

Nós homens temos que diluir
o mal humor da TPM...
Nós homens temos que colocar

coleira em dia que elas vão a shopping
e visitar todas as lojas só pra agradá-las...
Enfim!
Nós homens pelo menos temos

vocês deliciosas amadas gostosas
para dar a luz e deixar que nós
homens sejamos chamados
de Pai um dia.


(EDUARDO BARROS)

quinta-feira, julho 06, 2006

MINHA MÃE AS VEZES TORRA


No trabalho, me atrapalho
ela de novo com histórias sem nexo.
Não inspiro... o inspirar dos versos,
das minhas poesias
quero silêncio e ela não deixa...
histórias sem nexo.

Palavras sem conteúdo vizinhos,
novelas, o remédio acabou.
O tempo vai mudar...

o tempo tá mudando...
a vizinha do 705 se mudou...
aquele artista famoso morreu...
não esquece o remédio da pressão...

Que saco!

Eu me enervo e ela não nota.
Porque será que a idade longa
faz da gente chatos e incoerentes?
E ela não nota...

e percebendo que não da mais,
eu desisto esperando que ela se afaste,
para que meus poéticos pensamentos
retornem a lucidez novamente.


(EDUARDO BARROS)

AMIGO DO COMPUTADOR


Na alegria de contemplar você amigo virtual,
querido, leal e companheiro...
Eu me deixo escapar em emoção e
sentimento prufundo amigo que não me esquece,
e que lembra sempre da gente.
Amigo toda hora, sempre presente.
Amigo de verdade.
Te Amo de Amizade.


(EDUARDO BARROS)

A NOITE


A noite consegue ser tão deliciosa e tão dolorosa.
É nela que encontro o silêncio necessário para pensar
e sonhar contigo e com tudo o que de lindo se passou entre nós...
mas a noite consegue ser também dolorosa pois quando
se vai embora aparece novamente a triste realidade...
que é ter-te somente em sonhos ou
por breves mas sempre bons momentos!

(EDUARDO BARROS)

TRABALHADOR ?


Quem é o Trabalhador?
Aquele que tem a carteira assinada ou assassinada?
Aquele que possui vale-transporte ou vale-sofá?
Aquele que tem direito a vale-refeição ou vale-inanição?
Aquele que sai de terno para a sua empresa ou aquele que carrega o isopôr pela manhã pra vender bebida no sinal?
Aquele que sempre está dizendo em bom tom, hoje lá no meu trabalho eu...
ou aquele que rumina todo dia o passado, vendo sua mulher sustentando a casa?
Aquele que bebe cerveja com os amigos na lata ou aquele que cata lata?
Aquele que veste terno e mora num Palácio em Brasília ou aquele que vive a espreita de um barraco vazio?
Aquele que faz três refeições por dia ou aquele miserável todo dia?

Melhor parar!


(EDUARDO BARROS)

EU, SÓ...PENSANDO!


Na penumbra eu me sento
e ali naquela janela...

ao fundo, morcegos voam
por entre a mangueira frondosa.
O poste de luz da rua ao vento

se apaga e tudo se torna breo
a noite fria a escuridão.

Eu penso nela da minha janela...
o vidro embaçado
pelo bafar da respiração.

Aquela hora ti vejo sublime
deitada sonhando...
com quem te observa pensando...
nessa escuridão saudosa.


(EDUARDO BARROS)

quarta-feira, julho 05, 2006

TRAVESSEIRO


Travesseiro de penas verdes
onde eu coloco minha mente ao vento...
Letras, sentimentos desejos e aflições.

Travesseiro de penas verdes
onde reina a transgressão.
Palavras, sussuros gritos e gemidos...

Travesseiro de penas verdes
caído ao chão.
Sem fronha, amarrotado.
Intimidade,
pudor libido do amor.


(EDUARDO BARROS)

MEU SONO


Que sono,
mereço dormir tranquilo.
Minha parte meu quinhão

do dia dia foi feito.
O sono dois justos.


O sono cansado.
O sono acordado que sono...
A poesia é bela.

O sono é belo.
A poesia todo dia.
A mente habitada tantas letras

tantos versos que cansa que sono...
Banho me deito sonho...

que sono.


(EDUARDO BARROS)

OLHOS SEUS, E MEUS...


Na pupila que brilha no olhar,
teu olhar a imagem da minha deusa...
loira linda só minha.
Ôlho no ôlho e vejo teus brilho...

carente calmo cálido.
Olho a imagem e a imagem me olha...

penetrantes fixos da paixão de
quem ama sublimemente.


(EDUARDO BARROS)

NAMORO DA JANELA


Chove la fora,
e eu por tras das vidraças
te vejo molhada.

Os cabelos escorridos e lisos,
que fazem lembrar aquela santa.
Uma deusa...
onde na praça um dia

passei e também chovia...
aquela santa era você.

Que agora molhada caminha
na minha calçada de onde te vejo
passar sempre na minha janela,
eu te olho...
eu te namoro.


(EDUARDO BARROS)

terça-feira, julho 04, 2006

BILHETE PARA LAURA


Parece que foi ontem não é, amor?

Tantas palavras, quantas letras.
Naquele teclado colocávamos coisas,
e alí, namorávamos virtualmente
até o sol se fazer presente.
Depois veio você presente... meu presente.

Onde naquele lugar naquela praia nos
amávamos como hoje ainda nos amamos tanto.
Parece que foi ontem e não mudou nada

continuamos um belo e apaixonado casal...
perfeito,
sublime,
sem mentiras,
sem brigas...
aliás, nunca.

Muita fidelidade mútua e
bastante respeito.
Quanto amor!

Parece que foi ontem não é, amor?

O tempo passa rápido estamos
indo para os seis anos juntos...
e a cada dia passado
um presente melhor...

Parece que foi ontem não é, amor?

Eu continuo te amando como sempre amei.


(EDUARDO BARROS)

PALAVRAS SOLTAS


O armário que se quebra
o quebra-mar que bate
e bate o liquidificador
com as frutas...

frutas que colhí no pomar
pomar que me trás a saudade
saudade que me lembra ela
ela que me faz amar
amar o amor eterno...


eterno como nossa vida
vida que tento saborear
saborear até o fim dos teus beijos...



beijos que me trazem o prazer
prazer de ter você em meu quarto
quarto onde fazemos amor...

amor que nos faz lembrar...

Daquele armário quebrado.


(EDUARDO BARROS)

DOCE BALA


Traz uma bala
minha boca seca
lábios cortados
pedem a tua boca...

Mas ela está longe
do outro lado da ponte
e a saudade me deixa assim...

A bala que transforma
o gosto doce dos meus
sonhos na tua língua
gostosa no meu pensamento...

A Bala,
O Beijo
O Doce,
A Libído
A Saliva,
O Amor.


(EDUARDO BARROS)

BRINCADEIRA VIRTUAL


Tento crescer meu lado criança
ainda preso ao passado não aflora...
No meu canto eu me guardo,
na timidez e no medo eu me escondo...
As vezes triste me calo, me deito,
no som do meu rádio eu esqueço...
No monitor estravazo e escrevo.
No chão do teclado eu me desenho...
No presente eu sorrio e
brinco dos amigos virtuais.

E assim eu te vejo.



(EDUARDO BARROS)

A FLOR


Solitária flor.

Perfumada e cálida
que do refino de tua beleza
passa a imagem da pureza.

Flor que nasce do ventre do solo
que trás a nós o perfume
e que adorna os nossos sentimentos.

No nascimento,
a alegria da vida.
No Namoro,
a fantasia da paixão.
No casamento,
a força do amor.
Na velhice,
a saudade.
Na morte,
a dor.



(EDUARDO BARROS)

segunda-feira, julho 03, 2006

TUDO SE VAI


O vaso caído
ao chão quebrado
o vidro
a louça
a peça
que se foi.

O quadro
na parede
exposto
antigo
apagado e
empoeirado
a tinta
que se foi.

O jardim
sem flores
pisado
maltratado
sem grama
na lama
o belo
que se foi.

O corpo nú
daquele velho
da idade
do tempo
da saudade
o garoto
que se foi.

O casal sofrido
sentimento
sumido
o amor perdido
o abandono
a separação
a paixão
que se foi.



(EDUARDO BARROS)

FIM DE SEMANA















Pequenas ilusões
doces sentimentos
momentos adoçados
amor deflagrado.

Carinhos,
mãos dadas,
os pés que se juntam
um no outro e o outro no um...
aquecimento do corpo puro prazer.

Extrema paixão
tanta cumplicidade
quanto amor
envolvido quanto tesão.

Corpos grudados apaixonados sua cabeça que descansa em meu peito...
você dorme tranquila e eu te desejo.

Sublime poesia
feita pra você um conto real...
são frases de amor
de um dia poente
que mexe com o amor da gente.




(EDUARDO BARROS)

FIM DE TARDE


No pontal daquela pedra molhada pelas ondas jogadas sobre meu corpo eu me sentia o dono do mundo.
Eu olhava lá a frente o horizonte, os barcos pesqueiros que cruzavam aquela linha sem fim.
E as linhas lançadas ao mar, ao meu lado, arremeços fortes na busca de um belo peixe, o troféu daqueles homens.
Pensativo, eu meditava sobre tantas coisas, meu corpo molhado, fazia calor, e eu ainda com um punhado daquela areia branca, fina que peguei quando passava.
Alí naquela pedra eu esperava o tempo passar, o anoitecer e o pôr do sol chegando... pois todos os dias, na hora certa, uma pintura diferente e tão linda se fazia ver a frente dos meus olhos.



(EDUARDO BARROS)

CIO FEMININO


Perfume,
Flagrância,
Cheiro de pele,
Odor,

Suor,
Tesão...

Perfeitamente claro sentir as diferentes coisas que uma gostosa e banhada mulher tem pra nos oferecer.
Após o banho,
o vidro a mão,
a tampa sobre a pia
e ela esfregando...

Seu rosto,
pescoço,
ombros e braços,
seu colo,
as nádegas,
pernas e pés.

A perfume toma conta de tudo e ela linda cabelos molhados rica em beleza sai gostosa daquele banho quente.
Na toalha enrolada como uma borboleta no casulo ela vem e se encosta em mim... eu sedento de amor a abraço sua pele ainda úmida nos deitamos.
A troca se faz o cheiro da minha pele é forte odor de leão de quem vai matar a sua presa em pouco tempo...
Quem sabe!
Nós os felinos deitados nos amamos mordo seu pescoço e ela me arranha com suas grandes garras...
Ao final do cio do amor do ato pleno e feroz, sexual, desfalecemos ao cansaço, a lua ao fundo desce brilhante o sol no horizonte sobe ardente.
Até que um novo banho de perfume transforme nosso tesão num verdadeiro vulcão de prazer.



(EDUARDO BARROS)

domingo, julho 02, 2006

PINTURA CARNAL


Olhar nos teus olhos e te possuir por inteira...
me contaminar com o teu cheiro de mulher no cio.
Guardar você dentro de mim,

e te amar muito até cansar...
colher todo esse fruto para que eu me embebede no licor da tua essência.
Fazer você gritar,

gemer de tanto que darei de prazer na luta do sexo ardente...
nos amarmos na grandeza de um amor completamente infinito.
Ouvir teus sussurros ao meu ouvido,

me pedindo mais e eu querendo mais...
e deitados os dois olhos nos olhos perceber que a
nossa vontade de amar no sexo foi muito maior
que a vontade do amor que sentimos sempre um pelo outro.
Amor inferno.

Amor de unha.
Amor de dor.
Amor com cor.

Nossa pintura carnal.


( EDUARDO BARROS )

DIVORCIADO


Sentado ao meu sofá sem nada o que fazer eu olhava para os quadros da minha sala, e pensava nela.
Meu coração batia acelerado... aquela linda mulher que conheci naquele bar, sentada, quieta, linda. Talvez esperando por mim.
Torpedos trocados o bilhete com o telefone dela guardado em meu bolso agora estava... um convite pra noite após uma conversa a dois, ela topa.
Que sensação estranha invadia meu peito aquela hora... do total vazio que naquele bareu sentia, derrepente o convite aceito por ela, aquela mulher que conheci.
Não sinto amor ainda o tempo ainda não fez acontecer... aquela chama que eu senti um dia voltava com toda força em mim.
Bom recomeço, vamos a luta... afinal é apenas outro encontro, outro encanto. Um passeio, e quem sabe o primeiro beijo novamente.



(EDUARDO BARROS)

FICOU PARA TRÁS















Minhas lembranças,
meus livros e a foto
da minha namorada
na mesinha de cabeceira.

O som que toca macio ainda em minha vitrola. Em discos de vinil ainda ouço minhas velhas bolachas, velhas canções românticas do meu tempo de Hi-Fi.
Me lembro do tempo da escola no primário. O Hino Nacional que cantava e via a bandeira do meu país tremulando, enfileirado com meus amigos cantávamos.
No ginásio mais moleque eu aprontava... os livros e cadernos sobre aquela carteira vazia... eu e meus amigos na rua matando a aula de geografia.
lembranças que se foram e eu aqui na cama com meus pensamentos... a janela fechada. Tá frio!
Ainda vejo da minha janela a lua brilhando surgindo atras daquele morro... Enquanto penso no passado, espero o meu sono chegar.



( EDUARDO BARROS )

EXPERIÊNCIA PRÓPRIA




















Será que conseguimos gerenciar os nossos atos, nossas imperfeições, os defeitos, o ar reprimido em nosso peito, a angústa que as vezes nos aflige por momentos?

Observar pelo menos no sentido do íntimo que as nossas atitudes, o que fazemos pra perceber que o nosso próximo ou a nós mesmos, aquele que precisa da gente na hora fraca, num momento carente, que julga através de algo mágico.
Que eu o outro lado do espelho possa com alguma ternura, com grande amizade e afeto tentar transpor algo melhor, e fazer com que a auto-estima daqueles que precisam se eleve a ponto delas mesmas enchergarem dentro de si próprias que são sêres como outra qualquer, que temos fraquezas, as subidas e as descidas.
Tento a todo instante ser assim, colocar a sabedoria do bom oportuno, aquilo que pode chegar de felicidade a qualquer momento, o de melhor pra mim e pra quem quer e precisa. Jogar pra trás aquele lixo de tristezas e mágoas que as vezes aparece do nada em nossos momentos.
Quando se sentir fraco, perdido. Quando não se tem alguém a recorrer, o ombro amigo da hora. Deite-se, feche os olhos, relaxe seu corpo... Coloque sonhos bons, pensamentos diretos, o mar, lindas árvores, imagine um longo caminho sem fim, pés descalsos, a terra fôfa, e o cheiro do mato... o som da fazenda.
Inspire e Respire!
Todo aquele vazio, todo aquele exercício de tentar reaver uma solução do momento, ele com certeza chegará.
É só pensar que tudo que o teu rosto refletido naquele espelho onde no início era apenas um quadro falsificado, vai se tornar na imagem verdadeira, num belo e alegre sorriso da vida viva que só existe dentro de você.




( EDUARDO BARROS )