quinta-feira, julho 06, 2006

AMIGO DO COMPUTADOR


Na alegria de contemplar você amigo virtual,
querido, leal e companheiro...
Eu me deixo escapar em emoção e
sentimento prufundo amigo que não me esquece,
e que lembra sempre da gente.
Amigo toda hora, sempre presente.
Amigo de verdade.
Te Amo de Amizade.


(EDUARDO BARROS)

A NOITE


A noite consegue ser tão deliciosa e tão dolorosa.
É nela que encontro o silêncio necessário para pensar
e sonhar contigo e com tudo o que de lindo se passou entre nós...
mas a noite consegue ser também dolorosa pois quando
se vai embora aparece novamente a triste realidade...
que é ter-te somente em sonhos ou
por breves mas sempre bons momentos!

(EDUARDO BARROS)

TRABALHADOR ?


Quem é o Trabalhador?
Aquele que tem a carteira assinada ou assassinada?
Aquele que possui vale-transporte ou vale-sofá?
Aquele que tem direito a vale-refeição ou vale-inanição?
Aquele que sai de terno para a sua empresa ou aquele que carrega o isopôr pela manhã pra vender bebida no sinal?
Aquele que sempre está dizendo em bom tom, hoje lá no meu trabalho eu...
ou aquele que rumina todo dia o passado, vendo sua mulher sustentando a casa?
Aquele que bebe cerveja com os amigos na lata ou aquele que cata lata?
Aquele que veste terno e mora num Palácio em Brasília ou aquele que vive a espreita de um barraco vazio?
Aquele que faz três refeições por dia ou aquele miserável todo dia?

Melhor parar!


(EDUARDO BARROS)

EU, SÓ...PENSANDO!


Na penumbra eu me sento
e ali naquela janela...

ao fundo, morcegos voam
por entre a mangueira frondosa.
O poste de luz da rua ao vento

se apaga e tudo se torna breo
a noite fria a escuridão.

Eu penso nela da minha janela...
o vidro embaçado
pelo bafar da respiração.

Aquela hora ti vejo sublime
deitada sonhando...
com quem te observa pensando...
nessa escuridão saudosa.


(EDUARDO BARROS)

quarta-feira, julho 05, 2006

TRAVESSEIRO


Travesseiro de penas verdes
onde eu coloco minha mente ao vento...
Letras, sentimentos desejos e aflições.

Travesseiro de penas verdes
onde reina a transgressão.
Palavras, sussuros gritos e gemidos...

Travesseiro de penas verdes
caído ao chão.
Sem fronha, amarrotado.
Intimidade,
pudor libido do amor.


(EDUARDO BARROS)

MEU SONO


Que sono,
mereço dormir tranquilo.
Minha parte meu quinhão

do dia dia foi feito.
O sono dois justos.


O sono cansado.
O sono acordado que sono...
A poesia é bela.

O sono é belo.
A poesia todo dia.
A mente habitada tantas letras

tantos versos que cansa que sono...
Banho me deito sonho...

que sono.


(EDUARDO BARROS)

OLHOS SEUS, E MEUS...


Na pupila que brilha no olhar,
teu olhar a imagem da minha deusa...
loira linda só minha.
Ôlho no ôlho e vejo teus brilho...

carente calmo cálido.
Olho a imagem e a imagem me olha...

penetrantes fixos da paixão de
quem ama sublimemente.


(EDUARDO BARROS)

NAMORO DA JANELA


Chove la fora,
e eu por tras das vidraças
te vejo molhada.

Os cabelos escorridos e lisos,
que fazem lembrar aquela santa.
Uma deusa...
onde na praça um dia

passei e também chovia...
aquela santa era você.

Que agora molhada caminha
na minha calçada de onde te vejo
passar sempre na minha janela,
eu te olho...
eu te namoro.


(EDUARDO BARROS)

terça-feira, julho 04, 2006

BILHETE PARA LAURA


Parece que foi ontem não é, amor?

Tantas palavras, quantas letras.
Naquele teclado colocávamos coisas,
e alí, namorávamos virtualmente
até o sol se fazer presente.
Depois veio você presente... meu presente.

Onde naquele lugar naquela praia nos
amávamos como hoje ainda nos amamos tanto.
Parece que foi ontem e não mudou nada

continuamos um belo e apaixonado casal...
perfeito,
sublime,
sem mentiras,
sem brigas...
aliás, nunca.

Muita fidelidade mútua e
bastante respeito.
Quanto amor!

Parece que foi ontem não é, amor?

O tempo passa rápido estamos
indo para os seis anos juntos...
e a cada dia passado
um presente melhor...

Parece que foi ontem não é, amor?

Eu continuo te amando como sempre amei.


(EDUARDO BARROS)

PALAVRAS SOLTAS


O armário que se quebra
o quebra-mar que bate
e bate o liquidificador
com as frutas...

frutas que colhí no pomar
pomar que me trás a saudade
saudade que me lembra ela
ela que me faz amar
amar o amor eterno...


eterno como nossa vida
vida que tento saborear
saborear até o fim dos teus beijos...



beijos que me trazem o prazer
prazer de ter você em meu quarto
quarto onde fazemos amor...

amor que nos faz lembrar...

Daquele armário quebrado.


(EDUARDO BARROS)

DOCE BALA


Traz uma bala
minha boca seca
lábios cortados
pedem a tua boca...

Mas ela está longe
do outro lado da ponte
e a saudade me deixa assim...

A bala que transforma
o gosto doce dos meus
sonhos na tua língua
gostosa no meu pensamento...

A Bala,
O Beijo
O Doce,
A Libído
A Saliva,
O Amor.


(EDUARDO BARROS)

BRINCADEIRA VIRTUAL


Tento crescer meu lado criança
ainda preso ao passado não aflora...
No meu canto eu me guardo,
na timidez e no medo eu me escondo...
As vezes triste me calo, me deito,
no som do meu rádio eu esqueço...
No monitor estravazo e escrevo.
No chão do teclado eu me desenho...
No presente eu sorrio e
brinco dos amigos virtuais.

E assim eu te vejo.



(EDUARDO BARROS)

A FLOR


Solitária flor.

Perfumada e cálida
que do refino de tua beleza
passa a imagem da pureza.

Flor que nasce do ventre do solo
que trás a nós o perfume
e que adorna os nossos sentimentos.

No nascimento,
a alegria da vida.
No Namoro,
a fantasia da paixão.
No casamento,
a força do amor.
Na velhice,
a saudade.
Na morte,
a dor.



(EDUARDO BARROS)

segunda-feira, julho 03, 2006

TUDO SE VAI


O vaso caído
ao chão quebrado
o vidro
a louça
a peça
que se foi.

O quadro
na parede
exposto
antigo
apagado e
empoeirado
a tinta
que se foi.

O jardim
sem flores
pisado
maltratado
sem grama
na lama
o belo
que se foi.

O corpo nú
daquele velho
da idade
do tempo
da saudade
o garoto
que se foi.

O casal sofrido
sentimento
sumido
o amor perdido
o abandono
a separação
a paixão
que se foi.



(EDUARDO BARROS)

FIM DE SEMANA















Pequenas ilusões
doces sentimentos
momentos adoçados
amor deflagrado.

Carinhos,
mãos dadas,
os pés que se juntam
um no outro e o outro no um...
aquecimento do corpo puro prazer.

Extrema paixão
tanta cumplicidade
quanto amor
envolvido quanto tesão.

Corpos grudados apaixonados sua cabeça que descansa em meu peito...
você dorme tranquila e eu te desejo.

Sublime poesia
feita pra você um conto real...
são frases de amor
de um dia poente
que mexe com o amor da gente.




(EDUARDO BARROS)

FIM DE TARDE


No pontal daquela pedra molhada pelas ondas jogadas sobre meu corpo eu me sentia o dono do mundo.
Eu olhava lá a frente o horizonte, os barcos pesqueiros que cruzavam aquela linha sem fim.
E as linhas lançadas ao mar, ao meu lado, arremeços fortes na busca de um belo peixe, o troféu daqueles homens.
Pensativo, eu meditava sobre tantas coisas, meu corpo molhado, fazia calor, e eu ainda com um punhado daquela areia branca, fina que peguei quando passava.
Alí naquela pedra eu esperava o tempo passar, o anoitecer e o pôr do sol chegando... pois todos os dias, na hora certa, uma pintura diferente e tão linda se fazia ver a frente dos meus olhos.



(EDUARDO BARROS)

CIO FEMININO


Perfume,
Flagrância,
Cheiro de pele,
Odor,

Suor,
Tesão...

Perfeitamente claro sentir as diferentes coisas que uma gostosa e banhada mulher tem pra nos oferecer.
Após o banho,
o vidro a mão,
a tampa sobre a pia
e ela esfregando...

Seu rosto,
pescoço,
ombros e braços,
seu colo,
as nádegas,
pernas e pés.

A perfume toma conta de tudo e ela linda cabelos molhados rica em beleza sai gostosa daquele banho quente.
Na toalha enrolada como uma borboleta no casulo ela vem e se encosta em mim... eu sedento de amor a abraço sua pele ainda úmida nos deitamos.
A troca se faz o cheiro da minha pele é forte odor de leão de quem vai matar a sua presa em pouco tempo...
Quem sabe!
Nós os felinos deitados nos amamos mordo seu pescoço e ela me arranha com suas grandes garras...
Ao final do cio do amor do ato pleno e feroz, sexual, desfalecemos ao cansaço, a lua ao fundo desce brilhante o sol no horizonte sobe ardente.
Até que um novo banho de perfume transforme nosso tesão num verdadeiro vulcão de prazer.



(EDUARDO BARROS)

domingo, julho 02, 2006

PINTURA CARNAL


Olhar nos teus olhos e te possuir por inteira...
me contaminar com o teu cheiro de mulher no cio.
Guardar você dentro de mim,

e te amar muito até cansar...
colher todo esse fruto para que eu me embebede no licor da tua essência.
Fazer você gritar,

gemer de tanto que darei de prazer na luta do sexo ardente...
nos amarmos na grandeza de um amor completamente infinito.
Ouvir teus sussurros ao meu ouvido,

me pedindo mais e eu querendo mais...
e deitados os dois olhos nos olhos perceber que a
nossa vontade de amar no sexo foi muito maior
que a vontade do amor que sentimos sempre um pelo outro.
Amor inferno.

Amor de unha.
Amor de dor.
Amor com cor.

Nossa pintura carnal.


( EDUARDO BARROS )

DIVORCIADO


Sentado ao meu sofá sem nada o que fazer eu olhava para os quadros da minha sala, e pensava nela.
Meu coração batia acelerado... aquela linda mulher que conheci naquele bar, sentada, quieta, linda. Talvez esperando por mim.
Torpedos trocados o bilhete com o telefone dela guardado em meu bolso agora estava... um convite pra noite após uma conversa a dois, ela topa.
Que sensação estranha invadia meu peito aquela hora... do total vazio que naquele bareu sentia, derrepente o convite aceito por ela, aquela mulher que conheci.
Não sinto amor ainda o tempo ainda não fez acontecer... aquela chama que eu senti um dia voltava com toda força em mim.
Bom recomeço, vamos a luta... afinal é apenas outro encontro, outro encanto. Um passeio, e quem sabe o primeiro beijo novamente.



(EDUARDO BARROS)

FICOU PARA TRÁS















Minhas lembranças,
meus livros e a foto
da minha namorada
na mesinha de cabeceira.

O som que toca macio ainda em minha vitrola. Em discos de vinil ainda ouço minhas velhas bolachas, velhas canções românticas do meu tempo de Hi-Fi.
Me lembro do tempo da escola no primário. O Hino Nacional que cantava e via a bandeira do meu país tremulando, enfileirado com meus amigos cantávamos.
No ginásio mais moleque eu aprontava... os livros e cadernos sobre aquela carteira vazia... eu e meus amigos na rua matando a aula de geografia.
lembranças que se foram e eu aqui na cama com meus pensamentos... a janela fechada. Tá frio!
Ainda vejo da minha janela a lua brilhando surgindo atras daquele morro... Enquanto penso no passado, espero o meu sono chegar.



( EDUARDO BARROS )