sexta-feira, julho 28, 2006

AMOR PASSADO


E agora ... Minha vida andava tão conturbada, tão cheia de pensamentos impuros, tantas foram as coisas ruins que aconteceram e me cai um anjo do céu. Era a transformação, tinha comigo agora uma pessoa que compartilhasse das minhas ansiedades, dos meus medos, das alegrias e tristezas. A presença dela perto de mim, na conversa, no beijo, no abraço era como se fosse um presente a cada encontro. Antes a insônia e acordado eu não conseguia pensar muito, eu acordado quase todas as madrugadas. Ao te conhecer, passo a sentir a vida de outra forma ...mas alegre, o céu para mim se tornava sempre azul ... a emoção era tão forte, a sensação e a sensibilidade a flor da pele. Ao me entregar de corpo e alma a ela, comecei a sofrer porque não te quero só como amiga e sim como minha mulher, pois como amiga não poderei sentir o seu cheiro, os seus lábios e tocar a sua pele. Sofrendo quase que um ano inteiro, passo a sofrer por outra, pois o meu amor é volúvel demais ... Achando sempre na perda que tudo para mim se acabou, me marco a ferro e fogo, pensando no antes e no agora. Em verdadeira agonia sentimental ... Ela se foi, a outra veio. E agora?

(EDUARDO BARROS)

TEMPO DE LAURA


Sabe amor, olha eu aqui pensando novamente ... O quanto a vida as vezes é cruel com a gente aos mesmo tempo tão boa. A gente cresce, é educado, acarinhado, tratado com tanto zelo e amor, a gente vai pra escola, estuda pra caramba, se forma na vida e acha que isso vai adiantar alguma coisa e acabamos trabalhando em algo que não queremos ... aí você me pergunta ... Porque ele fala isso? A gente conhece uma menina, uma mulher, namora um bom tempo, da carinho, muito amor, se entrega todo, acabam se casando e pensamos que vamos ficar unidos para sempre ... e o destino diz NÃO. E vem a SEPARAÇÃO. Passan-se anos e derrepente quando a gente menos espera conhece outra pessoa assim do nada numa máquina de fazer letras de programas de computador. Se curtem e se amam ... daí eu digo, não é cruel essa vida? Mas como toda reflexão, quem sabe lá longe, lá trás ... não seríamos nós os SEPARADOS? Hoje essa máquina de fazer letras coloca na minha vida ... VOCÊ! Meu bem maior, meu tesouro, a mulher e pessoa mais valiosa que Deus me deu. Pensando aqui com meus botões ... Como é bom as vezes estar só e poder refletir o passado. Como a vida se torna bela para mim hoje, anos depois ... com você ao meu lado, te tendo toda por inteiro. Poder ficar aqui na saudade pensando em ti a todo tempo ... poder dizer o quanto amo você ... e que seja para sempre.

(EDUARDO BARROS)

quinta-feira, julho 27, 2006

APENAS DORMIR


Hoje me sinto tão cansado, sem nenhuma vontade de fazer absolutamente nada... sabe quando a gente olha pra tela do computador, olha pro teclado e nada?
Assim que estou agora no momento. Exaurido, totalmente prostrado... sentado aqui em minha cadeira eu escrevo pra não perder o costume.
Saindo daqui dessas linhas pouco traçadas eu vou me deitar não quero acordar tão cedo... quero invadir a madrugada com meu sono, com meus sonhos.
Só queria que todos soubessem que não estou de mal humor com a vida, nem aborrecido com qualquer acontecimento... é só um sono pesado, e mereço me deitar nesse momento, pois ele pede.
O alimento do corpo e do espírito está na perda de quem quase não dorme... e eu estou indo nessa a caminho da minha recuperação, deitar na minha bela e confortante cama.
Boa noite!


(EDUARDO BARROS)

CORREDOR VAZIO


Hoje me sinto infeliz talvez saudoso demais, andávamos juntos um grupo de garotos repleto de emoções muita zona, muita zuação.
Ficávamos a noite naquele banco do corredor do prédio passava o verão chegava o inverno... e a gente alí madrugada a dentro naquele papo que bagunça.
Hoje todos cresceram e eu fiquei pra trás, não são mais aqueles jovens de sempre... e o nosso banco agora vazio, não conta mais as nossas histórias alegres de ontem.
Eles viraram adolescentes, homens de verdade uns até casaram... e eu nesse banco frio pensando como sempre fiz.
O tempo passou, envelheci, os cabelos grisalhos, a pele do meu rosto não tão firme mostram a marca dos anos... esse tempo traiçoeiro passou por mim tão derrepente. e me deixou assim quieto, tranquilo e triste.
Essa máquina chamada tempo não perdoa ninguém, ela chega derrepente vai atropelando a gente e os nossos sonhos não se perdem nunca, pois as crianças novas que vejo nesse corredor estão aí pra continuar essa velha e longa história.


(EDUARDO BARROS)

quarta-feira, julho 26, 2006

DELÍRIO


Eu vejo a fila do banco
Eu vejo o doente morrer
Eu vejo o governo falar
Eu vejo a criança chorar
Eu vejo o mendigo deitado
Eu vejo o moleque cheirando...

Eu vejo o cara gritando
Eu vejo o idoso pedindo
Eu vejo o pobre repartindo
Eu vejo a polícia roubando
Eu vejo o ladrão se gabando...

Eu vejo os rios secando
Eu vejo a sujeira do mar
Eu vejo árvores caindo
Eu vejo a favela surgindo
Eu vejo a fúria do povo
Eu vejo a Terra, que nojo...

Eu vejo a guerra alí
Eu vejo a luta aqui
Eu vejo a bala perdida
Eu vejo o corpo no chão
Eu vejo a arma na mão
Eu vejo a mãe suplicando
Eu vejo o povo chorando...

Eu vejo o amanhecer
Eu vejo o entardecer
Eu vejo o anoitecer
Eu Vejo,
eu vejo,
eu vejo.
E nada.


(EDUARDO BARROS)

ENCANTAMENTO


No pontal daquela pedra molhada pelas ondas jogadas sobre meu corpo eu me sentia o dono do mundo.
Eu olhava lá a frente o horizonte, os barcos pesqueiros que cruzavam aquela linha sem fim.
E as linhas lançadas ao mar, ao meu lado, arremeços fortes na busca de um belo peixe, o troféu daqueles homens.
Pensativo, eu meditava sobre tantas coisas, meu corpo molhado.. fazia calor, e eu ainda com um punhado daquela areia branca, fina que peguei quando passava.
Alí naquela pedra eu esperava o tempo passar, o anoitecer e o pôr do sol chegando... pois todos os dias, na hora certa, uma pintura diferente e tão linda se fazia ver a frente dos meus olhos.


(EDUARDO BARROS)

terça-feira, julho 25, 2006

PALAVRAS MINHAS


Malfadada face que diante desse espelho se envergonha das tuas incertezas, da tua agonia.
Seus olhos lacrimejados pelo choro constante deste dia, mostrando a perturbação, a tristeza que consegue penetrar diante de tanto desgosto.
Essa droga de vida que não segue como eu quero, a vontade de sair por aí sem rumo na vida, a falta da grana, o apoio dos amigos... se é que os tenho.
Meu único amigo está aqui a minha frente, nesse espelho embassado... a minha própria imagem sendo refletida no espaço vazio desse lugar.
E com ele eu me sinto seguro... sempre naquelas horas que estou pra baixo é verdade! Parece coisa de maluco, ou talvez seja.
O importante é que eu e esta imagem nos parecemos de verdade um com o outro, eu sou ele, e ele sou eu! e isso faz-me sentir melhor.


(EDUARDO BARROS)

UMA SEMANA APENAS


Cansei um pouco de fazer o que mais gosto. Escrever...
Minha mente vazia não recebe dados suficientes para que eu coloque em pequenos versos meus relatos os contos e escritos.
As vezes acontece...
É como se fosse uma nuvem negra que passa deixando meus dedos minha mente num túnel profundo sem saída sem luz total falta de inspiração.
No vazio coloco letras musicais que ouço sempre absorvendo de suas lindas letras uma nova vontade de escrever de novo.
A inspiração volta...
Um descanso uma pausa serena e branda... parado alí fiquei.
Só uma semana...
Me esperem estarei de volta apreciem uma bela letra de um belo cantor.

Uma lembrança daquele poeta que as vezes doente se cansa também.

(EDUARDO BARROS)

sexta-feira, julho 21, 2006

INFIDELIDADE


A dor na mente
daquele que
mente orgulho
ferido e
destroçado...
vergonha!
Amargo o féu

da verdade
perdida.

Tentei deixar
pra depois e
com a ganância
da pressa eu
fui derrotado
por ela.


Aquele amor
que pensava
ter pra sempre,
virou poeira na
brisa da minha
desilusão...
eu tento relevar
tento explicar
e não consigo.

Qual a fraqueza
de minh'alma nesse
instante... não sei
proseguir me sinto
perdido e entre as
paredes do meu
quarto eu grito
o nome dela.

Todas as minhas
forças, as minhas
coisas estão jogadas
para o lado infeliz...
não existe mais alegria,
tenho que carregar
comigo a tristeza
da mentira,
da traição.
E agora?

A dor na mente
daquele que mente
acaba ficando
pra semente.

(EDUARDO BARROS)

QUESTIONAMENTO


As vezes me pergunto...
Quando começa o tudo? e Quando termina o nada?
O tudo seria talvez o nascimento de um ser? O tudo será a Terra por só ser? Cheia de vergonhas, de vazios intermináveis doentes se aglomerando nas enfermarias, portas de hospitais... pobres e podres, que se igualam a aqueles que estão no poder. Belas poltronas, um botão pra decidir, grandes gastos e roubar. O tudo é ter muito dinheiro no banco? ou estar sentado ao banco? Suplicando por um sopro de vida... poder estar sentado em sua casa, digerindo dos seus próprios benefícios. A África no Brasil, a guerra na fila do desempregado.
Saddan, Satã? Conta outra história Bush... essa não colou! miseráveis aqueles que do nada se foram por causa da sua voz...
Quando começa o tudo? e Quando termina o nada?
Das vielas, nos becos das favelas eles mandam e desmandam... com armas em punho eles vendem e compram, eles matam...
Mais e aí? Será que eles são os culpados? quem começou essa coisa toda? afinal nas folhas do jornal de todo dia, são eles os chamados " policiais " que imperam na bandidagem da primeira página...
Bala que some no peito de quem passeia no passeio... e da morte a impunidade que segue o caminho da cidade grande. Não adianta questionar! Pois isso nunca vai acabar...
E aí eu continuo perguntando...
Quando começa o tudo? e Quando termina o nada?


(EDUARDO BARROS)

A TI


Entre pequenas
linhas eu
procuro trazer
a ti meu
anjinho loiro
o desenho do
real o verdadeiro
fogo da paixão
que sinto por
você a todo
momento.

Os versos
traçados a
todo instante
são pequenos
detalhes de
nossos
sentimentos
nosso
avassalador
e grande amor
que me encanta
a cada dia que se
passa em
minha vida.

E na estrada
dessa vida
procuramos
encontrar
pessoas que se
moldem como
uma sombra...
como um anjo
bom que passa
e fica na vida da
gente pra sempre.

Nesse longo caminho
percorrido por alguns
anos passou por mim
um dia na hora certa
a pessoa que mais
quero pra mim.

Laura Meu grande
e eterno amor...
eterno porque sinto
dentro do coração que
você pra mim agora é
o meu futuro na vida.

Te Amo! Te Desejo! Te Quero! Te Muito!

(EDUARDO BARROS)

quinta-feira, julho 20, 2006

MORIBUNDO


Atirei pedras
sobre aquele
pobre moribundo
deitado calado
olhos baixos
e tristes.

Ao vê-lo parado
estático sem ação
olhando dentro
de mim
me arrependi.

Tentei sair correr
fugir e meus pés
presos ao chão
não deixava.

O momento do
remorso atormenta
chego perto o toco
e ele parado
calado me olha.

O perdão fala mais
alto e como a leveza
de um anjo eu o abraço.

Ele com suas mãos
sobre mim
abraça-me
também.

Puxo do bolso uma
nota de dez e aquele
moribundo me diz
numa só frase
repentina.

Deus o abençoe te
guarde vá com Ele
me deixe a vontade
segue teu caminho
cedeu o seu carinho
você é um
homem bom.

(EDUARDO BARROS)

MENTE POETICAMENTE LOUCA


Os vínculos
que se
integram as
profundezas
da mente
vazia onde
são efetuadas
transmissões
racionais da
loucura
humana.


Neurônios
desprendidos
e apagados,
o ouvido
médio nas
incursas e
duvidosas
vozes que
se ouvem e
que se calam.

O enigmático poder
com que os mistérios
da terceira visão no
centro de sua face
completamente
mudada e perpléxa.

Possa com sua força
e o seu poder girar
as coisas para os lados
cavernosos onde o
mal sobrepoe o bem.

E a morte lenta se
coloca presente
rapidamente porque
só os loucos conseguem
tirar da leitura
mau-oxigenada dos
dedos de quem escreve
textos sem nexo de
um poeta
extremamente
vil e cruel.

(EDUARDO BARROS)

PÉTALA


Ávida flor
que carrego
em minhas
mãos.

Suas pétalas
macias com
que trago a
narina onde
sinto seu
perfume.


Pétalas que
aos poucos
vão caindo
enfeitando
e colorindo
em forma
de tapete
aquele chão.

Pétalas que
o vento joga
longe se
espalham e
que somem
brisa fria de
um campo
ajardinado e belo.

(EDUARDO BARROS)

quarta-feira, julho 19, 2006

DJ DO PASSADO


Sons e solos,
imagens e luzes,
vidro e corte,
água e sede,
doce o beijo.

Música que me
trás lembranças
da época em que
eu tinha minha
equipe de som
onde as luzes fortes...
conjuntos, discos e
guitarras faziam
a alegria da
juventude.

A visão das imagens
que se mostrava através
daquela bola giratória
o tempo que passava
madrugada a dentro.

Eu lanchava meu
pão com queijo me
alimentava e a
bebida que saciava
minha sede era água.

Ao final de tudo cansado
esgotado ela chegava me
pegava retornando a
minha casa ao deitar
naquele dia um doce
beijo se fazia.

Eu ia dormir.

(EDUARDO BARROS)

INSÔNIA


Passo dias
de ansiedade
nervoso sem
dormir não
consigo pensar
minha cabeça
vazia nada cabia.


O sono inquieto
travesseiros rolados
pra lá e pra cá, me
levanto vou a janela
e nada ruas vazias
silêncio poucos carros
seguem seu caminho.


No corredor escuro
de minha casa eu
caminho e penso
no dia seguinte
o sono não chega.

As horas passam
o tempo vago me
cansa e volto a
janela e nada.

O relógio toca
são cinco horas
da manhã, me
deito tentando
dormir.

Os ônibus passa,
acorda o padeiro,
o jornaleiro da praça,
o dia se abre o sol chega
o sono chega
e eu deitado
consigo dormir.

(EDUARDO BARROS)

AMAR VOCÊ


Como é bom
ser amado
e amar!
gostoso sentir
o teu perfume
quando a saída
do banho
cabelhos molhados.


Você se junta
ao meu corpo
quente e sua
toalha cai...
excitante provocante.



Como é bom
poder amar!
fazer amor...
nos entregamos
por inteiro ao nosso
redor não
vemos nada.

A música que
toca se cala aos
nossos ouvidos a
porta que range
não nos assusta mais.

Como é tão bom
só eu e você!
juntinhos, totalmente
despidos ao pudor.

Caídos sobre a cama
parecemos sorvetes
derretidos... sua língua
deglute minha casquinha
e o suor de nossa libído
elevada escorre
sobre os nossos corpos.

Como é bom fazer
amor com quem
se ama! naturalmente...
deixando fluir todo o
nosso sentimento puro
e se revelando a cada
dia toda hora agora.

(EDUARDO BARROS)

terça-feira, julho 18, 2006

O VÍCIO


Na favela a subida...
a pé naquele morro.
Na calçada o cara que

olha a espreita de
arma na mão...
eu subo.
Soldados civis que

droga com droga...
a venda a troca.
O vício maltrata

eu pego entrego
a grana e volto.
Eu desço o cara

que olha e rí a
espreita de arma
na mão...
eu fujo.
Que sina eu entro

na casa eu tremo...
desespero me pico.
Estou doido

de novo caído delírio...
deitado estou morto...
vivo.

(EDUARDO BARROS)

CONVERSANDO COMIGO


Minha gente
eu fico aqui
quieto pensando
e olhando o que
poderei escrever
para o outro dia.

Inspiração da
poesia é difícil
mais a medida
que se escreve
qualquer coisa...
o fato é que temos
sempre assunto
p`ra todos os gostos.

Estou em frente
a TV vejo artístas
nos filmes e novelas...
e minha mente voa
falando comigo mesmo
me pergunto!

O que vou
escrever hoje?

Para que no outro
dia os meus amigos
leitores possam avaliar
se o que fiz foi
bom ou ruim.

Só sei que durante
tanto tempo pensando
e avaliando...
sempre haverá um
presente de letras a
compartilhar com
todos vocês.

(EDUARDO BARROS)

DESCONTROLE


Problemas da vida.
Coisas ruins do
dia a dia...
stress mental...
corporal.

Pensamentos
inúteis brigas
e discussões a
falta de amor
separação.

O patrão que
implica que briga
o desemprego
o medo...
falta de dinheiro
descontrole total.

A gana cadê a grana?
não vem...
a fila a ficha
preenchida o não ...
volta depois.

A rua pessoas
como formigas
nas calçadas...
doença a crença
suicídio a loucura o fim.

(EDUARDO BARROS)